Reflita

 

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Já parou para reparar as pessoas nas ruas? todas para la e para cá, vivem correndo, as vezes esquecem de seus princípios, o simples “obrigada”, e tanta correria que sorrisos quase não existe em nosso dia a dia, a poluição sonora, a poluição ambiental, crianças, idosos, animais, em péssimo estado nas ruas, você passa e ignora, posso dizer que já e “costume” ver isso todos os dias, infelizmente nossos lideres políticos, estão ocupados demais decidindo em qual carro desfilar por ai.

     Ate hoje não consegui me acostumar com as crianças sujas em péssimas condições simplesmente andando né nossas ruas, sem lar, sem onde dormir sem o que comer, pessoas as humilhando, olhando com olhar de desprezo, você sabe o motivo dela estar ali? você sabe se ela realmente gostaria de estar ali do que em uma casa aconchegante com uma família cuidando dela? o orgulho, a ignorância e algo que predomina a mente das pessoas que circulam em nossas cidades, não vamos generalizar, mas em grande maioria, e sim, ainda existe o preconceito, em diversas formas.
     O planeta e nosso, de nossas crianças e de nos jovens, colocar a mão na consciência, pensar um pouco sobre suas ações, em que você esta contribuindo para um mundo melhor? esta jogando papel de bala no chão? “mas só e um papel de bala, que mal tem?” um papel de bala aqui outro ali, isso pode deixar a casa de varias pessoas alagadas, não pense que esta sozinho, felizmente existe outras pessoas que pensa no próximo, poucas, mas ainda existe, vamos acordar nossas crianças, passear com elas no parque, ensina-las a plantar arvores, a desenhar um futuro melhor, de respeito e muito amor.
Naiara G.

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A clareira Part. 1

“Como sempre, estou aqui observando as pessoas, vejo como todos andam de pressa, de um lado para o outro, celulares, conversas vazias, amigos que não são amigos, falsos romances, e eu aqui do lado de fora observando, isso que sou apenas uma observadora, alguém que não consegue juntar se ao meio disso tudo, talvez eu esteja, mas me pergunto isso e realmente necessário?Não, eu não tenho motivos para correr, não tenho motivos para ter medo, estou aqui sem motivos, eu simplesmente estou aqui preenchendo um lugar neste mundo”

– Dominic, cade você? – uma voz de longe o chamou, – estou aqui pai- um senhor barbudo com uma cara bem nervosa aproximou-se , e o marcou exatamente no rosto, cinco dedos formou em sua pele morena clara, ele abaixou a cabeça – já te disse para largar este curso de merda e ir fazer alguma coisa de homem- Dominic morava com seu pai e com seu meio irmão, e sua madrasta – pai não vou sair de la- o pai pegou um dos copos que estava encima da mesa e jogou nas costas do jovem Dominic, – por sua culpa estamos vivendo assim, você deveria trabalhar seu vagabundo, largar estes livros e desenhos que não te levaram a nada, isso não trás dinheiro- essas eram as palavras que ele escutava todos os dias, Dominic saiu batendo a porta, ” quase todos os dias ele seguia para o cemitério onde descansa o corpo de sua mãe, passa horas chorando , depois acende um cigarro e caminha de volta pra casa”
“Minha vida nunca foi fácil, quem me ver por ai pensa que sou um garoto mimado, mas na verdade eu sou apenas a sombra da infelicidade, minha mãe faleceu quando eu tinha meus 12 anos,mas depois disso meu pai trouxe uma jovem mulher para dentro de casa, ela tinha apenas 28 enquanto meu pai tinha seus 46, eu fiquei em choque com a situação, hoje tenho meus 21 anos e meu meio irmão 12 , eu sou como a ovelha negra da família, recebo o dinheiro que minha mãe deixou para mim, e com ele pago meu curso, uma vida sofrida que eu sempre disfarço com sorrisos.”

Na manha seguinte

 Minha rotina sempre e esta, enquanto os outros alunos vem para a escola de carro, eu venho andando, sempre entro em uma livraria que e junto com cafe que tem ao lado da escola de artes, neste dia entrei e avistei uma garota na mesa nos fundos, alem de seu lindo cabelo dourado algo me chamou atenção, o livro que estava em suas mãos, “sangue de lobo” um livro que marcou minha vida, que me fez superar minhas dores, não que ele seja um livro de auto ajuda, não tem nada haver, mas em 500 paginas me fez  viver de maneira diferenciada, minhas lembranças, foram interrompidas pelo atendente -posso ajudar?- peguei um copo de cafe e me sentei na mesa de frente para a da bela moça do livro, a unica coisa que nos separava era uma estante enorme cheia de livros de ficção, mas fiquei observando ela por uma pequena greta entre os livros,não tinha como ela me ver, apenas eu a observava, o que mais me chamava atenção era que todos que eu já conhecera nunca tinha ouvido falar deste livro, fiquei sentado olhando ela por uns 5 minutos, ate que ela se virou em minha direção e nossos olhares se encontraram, me assustei e ao mesmo tempo me encantei com aqueles olhos cor de mel, eu me levantei rápido, joguei o copo na lixeira e segui para a escola, meu dia se resumiu em ficar pensando na moça do livro. 

Antes Part. 1

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“porque quando todos saem, eu me sinto melhor? porque isso me passa uma paz interior, eu poderia sentir medo, mas apenas me sinto em paz, a casa vazia, na escuridão da noite eu apenas me deito no chão do meu quarto e espero o sono vir, não consigo me igualar as pessoas que me cercam, pensamentos tão iguais e vazios, eu não consigo apenas viver assim, preciso me distanciar…”

   Tudo que escrevo e tão sem sentido para muitos leitores, mas são palavras minhas, eu com meus 24 anos me tornei um dos maiores escritores de pensamentos e de historias de ficção e romance do Brasil, viajei por muitos lugares, e todos me fazem sempre as mesmas perguntas, e eu sempre dou-lhe as mesmas respostas, eu ate poderia pensar em disfarçar meu modo implicado de agir mas não e assim que funciona. Vou contar um pouco sobre minha historia, já que moro no Brasil muitos acham que eu deveria falar de politica e de igualdade social, mas isso e uma coisa particular e não me envolvo muito, apenas sou um telespectador, hoje estou instalado na cidade de belo horizonte, uma cidade com pessoas muito simpáticas mas que se importam com elas mesmas, na maioria das vezes eu vou para o interior onde me sinto mais em paz, onde ponho minhas ideias no papel, eu vivo ainda com meus pais, o fato de eu ser um escritor mundialmente conhecido não muda muita coisa em minha vida, tirando entrevistas e outras coisas eu levo uma vida bem normal. comecei a escrever eu não tinha nem 13 anos, mas coloquei em questão profissional aos meus 19 anos, quando meu primeiro livro tornou um sucesso ” anjos mortais” eu nunca pensei que minha vida mudaria depois desse livro, não digo de questão financeira porque os escritores não são tão valorizados, mas em relação ao modo que as pessoas me vêem, posso dizer que me tornei um tipo de inspiração para os que antes eram vistos como estranhos na sociedade…

“a casa estava vazia novamente, me sentei no sofa e liguei a tv, eram as mesmas noticias, assaltos, mortes, violências, acidentes, eu não suporto mais ouvir tanta crueldade assim, famílias em desespero, crianças perdendo os pais, desliguei a tv e me arraste ate a cozinha e peguei uma garrafa de cerveja, a ultima que restara da festa de domingo, fiquei sentado no chão e olhando para o nada, custei para abrir a garrafa, fiquei esparramado no chão, eu ficava assim na maioria das vezes que meus pais viajavam, eu não estudava nem fazia nada a algum tempo, so escrevia livros e ia a algumas reuniões. Ouvi meu celular tocando, me levantei correndo e fui atender, -oi?- eu conseguia apenas ouvir um respirar de alguém do outro lado, desliguei e verifiquei o numero,não havia numero algum, era confidencial, ignorei, já que era de costume receber ligaçõesguardei a garrafa de cerveja e fui pegar um casaco no armário, estava no inverno, mesmo que o clima do Brasil seja louco, estava incrivelmente frio naquela tarde, abri o armário e reparei ne uma rosa cor azul em cima de uma de minhas calças, eu não me lembro de ter recebido nenhuma rosa de fans naquela semana, mas ela estava intacta, eu a peguei e coloquei em cima da escrivaninha, coloquei um tênis e peguei meu caderno de anotações e sai de casa, fiquei com aquilo na cabeça, e resolvi anotar no caderno “*ligação desconhecida *rosa azul misteriosa , o que poderia mais acontecer neste dia tão estranho”, fiz as anotações e guardei o caderno no bolso do casaco, e comecei a andar ate a um mirante que ficava a algumas quadras da minha casa, ate que senti mais de uma presença na rua deserta.- Ei garoto, perdeu- ja era esperado, um assalto só para variar- eram dois caras de capacete e estavam armados – ninguem nunca me assalto então não sei nem o que fazer,- apenas parei e observei eles, não tive reação pois eu não tinha nada comigo, apenas uma caneta e um caderno, – bom, meus colegas, eu não tenho nada aqui- o mais alto colocou a arma na minha cabeça e ameaçou a atirar, eu fiquei sem reação, no mesmo momento surgiu um carro preto, os dois me segurou pelo braço e continuou com a arma apontada para minha cabeça, comecei a suar frio,  – larga ele ou vão se machucar- uma voz feminina anunciou de dentro do carro, – quem pensa que você e para falar assim?- um dos assaltantes perguntou- do carro desceu uma mulher, parecia de revista em quadrinhos, estava vestida com uma roupa preta e uma capa vermelha, acabei achando que estava ne um dos meus sonhos idiotas depois que acabo de ver algum filme de super heróis, mas estava nítido era uma garota doida de capa e tudo mais, ne um piscar de olhos os caras estavam no chão, senti uma montada na cabeça, e acabei acordando no banco de carona da garota heroína, – o que aconteceu comigo, tenho que ir para casa- ela olhou para mim e sorriu – Vincent , meu amigo,você esta seguro aqui- passei a mão na minha cabeça e tinha sangue, eu assustei,mas o fato dela saber meu nome me assustava mais ainda, quem era essa mulher? – deve esta se perguntando quem sou, bom sou o mesmo que você, um ser que só quer ver as pessoas de outra forma- ela deslizou a mão sobre meu rosto e adormeci…

Coração feroz part. 3

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O depois…

“naquela noite eu mal consegui dormir, fiquei olhando para o colar e lembrando daquele momento junto com o ele,  gostaria que ele não tivesse parado, será que so eu estava custando a dormir? será que o Marcu também estava tendo dificuldade para ir dormir? ele não faz o tipo de ficar pensando em alguém antes de dormir, talvez já deve estar dormindo, amanha ele nem deve lembrar que me deu este colar, fiquei imaginando inúmeras situações para amanha ir falar com ele, peguei um livro para ler mais acabei caindo no sono, acabei tendo um sonho muito louco, onde eu e Marcu estávamos um de frente para o outro quando infelizmente seu rosto mudou para de um animal que não sabia distinguir o que era, mas esta foi minha longa noite perturbada”

 ” me sentei na varanda do meu quarto coloquei uma musica e como sempre com um copo de café , a musica não era minha preferida mais com certeza combinava com meu estado emocional, fiquei observando as estrelas,tentando intender o que deu ne mim para fazer aquilo com a Jane, ela ficou assustada, deve ter achado quer eu estava doidão, mas eu não estava, eu estava ótimo,  eu só não sabia o que fazer, eu pensei em beija-la, mas o que ela iria achar de mim? eu ia acabar levando um tapa na cara, ou algo do tipo, somos só amigos,  e eu não quero me envolver, mas nessa altura já me envolvi demais”

Coração feroz Part. 2

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Os dois

– já esta aqui?- disse ele me olhando, eu sei que si eu olhar em teus olhos ele ira me ignorar, mas vale a pena ver que cor são aqueles olhos.  

 – por que você me ignora?- perguntei olhando ele se afastar, seus cabelos negros e charmosos tampavam seu rosto. 

-do que esta falando?- ele deu uma tragada e depois soltou a fumaça para o auto, quem o ignorou dessa vez fui eu, joguei meu cigarro longe e sai andando, percebi que ele estava vindo atrás de mim;

– Jane, espera- parei e olhei para trás, ele estava la me olhando, parecia que estava fazendo uma varredura em todo meu ser, seus olhos eram uma cor diferente, tinha cor de lama, e por sinal era encantador, combinada com sua pele, mas eu senti algo estranho, por mais de seis meses nunca olhei em teus olhos, nunca soube a cor deles;

– o que e?- quebrei o silencio, ele pegou um cordãozinho de dentro do bolso de sua jaqueta e me deu,

– o que e isso?- ele me fitou de novo, respirou e disse

– uma lembrança- eu não intende, mas eu iria aceitar qualquer coisa dele, afinal eu gostava dele de verdade mesmo sentindo medo de me apaixonar perdidamente por um estranho da cidade.

Peguei da mão dele e  amarrei em meu pescoço, ele ficou me olhando, eu estava começando a ficar sem jeito, será que ele fumou demais?,

– você ta bem?- ele  me encarou, olhou para o colar em meu pescoço, chegou um pouco mais perto eu pude sentir seu respirar bem de pertinho, senti suas mãos percorrer devagar as maçãs de meu rosto ate chegar em minha boca, eu estava paralisada, no mesmo momento ele se recuou e  tociu ajeitando a jaqueta e falou com a voz meio rouca – ta frio- e saiu andando, eu me perdi.

continua…

Coração feroz Part. 1

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Jane

“…Eu vivia assim, em meu mundo, quando eu queria me desligar de tudo eu desligava, apenas imaginava um lugar plano e eu caminhava para lugar nenhum, mas era assim que eu fugia das situações difíceis que a vida me dava, às vezes quando a coisa apertava demais eu simplesmente fumava longe de todos, a única pessoa que me acompanhava era Marcu, um amigo que fiz recentemente, por falar eu amigos, nunca tive muitos, todos que confiei me decepcionaram, e vocês devem estar se perguntando sobre minha família, meus pais são separados, mas eu moro com meu pai e a noiva dele, minha mãe vive viajando a negócios então e quase impossível morar com ela, mas vivo muito e sozinha me sobra tempo para fazer coisas que não tenho para fazer. Na escola onde estudo na verdade mau estudo, eu prefiro matar aula para fumar um cigarro ou ir ver a dona Carmen, uma senhora que fiz amizade na rua, ela e cega e vive dependendo do Max, seu cão acompanhante, adoro ficar sentada na sua varanda comendo biscoitos e ouvindo suas historias sobre suas viagens pelo mundo, e  meus pais sabem? Espero que não, meu pai sonha eu seguir seus passos de cirurgião, mas não e o que eu quero, eu não quero responsabilidade, quero só poder colocar uma musica alta todos os dias e deitar e viajar,mas quero encontrar alguém para dividir meus sonhos, bom não e adiantando muito mas eu acho que achei, lembra do amigo novo que fiz? O Marcu ,sabe? Então, eu acho que sinto algo por ele, não sei o que e, mas tenho medo, minhas colegas já suspeitavam, mas eu negava ate a morte, nunca iria admitir que gostava do garoto mais estranho do colégio, mas também o mais gato, ele chamava atenção de todas as meninas, e causava ciúme nos garotos, mesmo sendo totalmente diferente, vestia calça jeans bem surrada, com um moletom preto, ele sempre estava de fones, dava para ouvir a musica alta que ele ouvia, e ele era bem sozinho. Ate tentei fazer amizades com as meninas mas elas passaram a me odiar depois que a professora me colocou de dupla com Marcu para um trabalho em casa, eu fiquei um pouco paralisada mais foi ai que viramos amigos, e todos achavam que ele e eu tinha alguma coisa, mas não tínhamos nada, depois desse trabalho, nos viramos amigos simplesmente por saber que éramos fãs das mesmas bandas de rock, ele era sim estranho, nunca olhava em meus olhos, e tinha um sotaque diferente, ele dizia que era por que já estudou muitas línguas, quando ele fumava demais ficava falando de lobos e de uma tal Catrine, quando ele voltava a si, eu o perguntava quem era Catrine, eu fico pensando se catrine e ex dele, mas sei La, ele não parece ter namorado muitas meninas, mas toda vez que eu o perguntava  ele ficava sem jeito e saia de perto, e lobos? Não entendia nada, mas o que eu queria entender e o que ele pensa , ele e tão diferente nunca fala de seus problemas nem de sua família…”

 Marcu

“…Depois de perder meus pais com apenas 14 anos passei por uma fase extremamente delicada em minha vida, depois de sair do hospital que fiquei internado por mais de 3 meses vim morar com minha tia aqui no interior, hoje vivo apenas do destino, não sinto nada pelos meus pais, pois os remédios detetaram qualquer lembrança sobre o meu antes, tudo depende do destino,  quem ele me trará quem ele ira tirar de mim, quem eu serei, quem eu fui a 5 anos atrás, nunca irei saber, minha tia me conta algumas coisas do meu passado mais só são historias para mim, fala que meu pai gostava de jogar bola comigo, eu sempre a perguntei sobre o acidente, ela sempre chora, e eu fico parado sem saber o que fazer, meu coração não dói, eu não sei quem era minha família, mas mesmo chorando ela me conta que foi numa noite de terça feira, meus pais estavam de férias comigo indo para a praia do paraíso, ela conta esta parte gaguejando sempre, um veado entrou na frente e meu pai teve de desviar e acabou descendo ladeira abaixo e ela disse que eu fui encontrado caído em cima de minha mãe, ela sempre fala que minha mãe me salvou, eu sinto uma espécie de gratidão, mais nada muito sentimental, eu não sei sentir tristeza nem felicidade, não sei o que e isso, quando viajo para ver meus parentes de longe eu apenas abraço como se fossem qualquer pessoa, eu tento ser uma pessoa sensível mais não consigo, não sei ser humano, mudando de assunto ,fui obrigado a estudar no colégio local, por ser mais perto e também por ter um ensino melhor, mas só o ensino que e bom, não tenho amigos aqui, não sei se algum dia eu já tive, fiz apenas uma amizade ate hoje, com uma garota chamada Jane, ela e bem legal, meus melhores momentos desde que me mudei foi  com ela, na verdade eu fico mais viajando do que com ela, alem dos remédios eu fumo para esquecer os meus problemas, e foi ela que me apresentou um ótimo lugar para fumar escondido de todos,  depois que me mudei para esta cidade tudo ficou mais estranho, eu não falei mas tenho uma lembrança única, me lembro que todos os dias eu acordar em uma cama com lençóis brancos, meus corpo sempre esteve todo suado e com muitos cortes, eu nunca soube nem me lembro o que era, parecia que eu andei a noite toda na mata me cortando com gravetos, mas esta e a única lembrança absurda que tenho, nem dos meus pais me lembro…”

Eterno amor

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” Ela vivia longe da sociedade, ninguém a proibia de nada, ela apenas seguia o vento com o coração, ouvia o som dos pássaros e não os dos carro, sua caminhada era sempre longa, ela procurava seu amor, sua outra metade, mas ela procurava alguém que tinha o mesmo ar que ela, seu coração era puro, como o cheiro de seus cabelos…”

“Eu a perdi, mais com certeza ela foi e sempre será meu primeiro e grande amor, me lembro quando avistei ela pela primeira vez, sua voz parecia o som do oceano, ela contava suas historias de viagens e descobertas, morávamos um pouco distantes, sua casa era na fazenda vizinha, eu sempre passeava de cavalo perto do rio que ela ficava observando, todos os dias as 5 horas ela estava la, bota de montaria e calça jeans, seus cabelos estavam sempre bagunçado ou amarrados com uma fita vermelha, eu achava ela simplesmente a garota mais linda que já vi,  e eu já tinha assistido tv e desfiles das garotas modelos que o mundo julgava serem as mais belas, mais ela ganhava destas modelos, ela  era pura, ela conversava com o coração, não precisava estar vestida com o vestido mais caro ela apenas tinha de estar sorrindo para se tornar a mais bela de todas, eu posso esta sendo romântico demais, mas quando uma pessoa ama ela se entrega ate as palavras, seu modo de conversar muda, e eu fui mudado por ela, a garota que nunca pude ter comigo, a garota que sempre amei nunca pude me casar e ter filhos, me lembro que cheguei numa tarde de quinta feira na beira do rio e la estava ela, com um semblante triste, vestia um vestido que parecia ser novo, desci correndo do meu cavalo e corri para perguntar ” o que houve Anne?” ela ficou em silencio, seu rosto estava abatido, parecia que chorou por muito tempo, ela me abraçou forte, foi a primeira vez que senti o calor de seu abraço, envolvi meus braços por ela e a acolhe, ela me soltou e me encarou ” joy estou me mudando” ” como assim?” eu não acreditei, ate hoje choro quando me lembro, a menina da minha vida vai embora, eu puxei ela e a abracei de novo, seu cabelo tinha o mesmo cheiro das rosas do campo, ela se afastou um pouco e me olhou nos olhos, “você sempre vai estar aqui em meu coração ta ” eu não acreditei que ela disse aquilo, não acreditei que estava deixando minha menina ir, ela chegou bem perto de mim e pude sentir seus lábios me beijar, segurei sua cintura e a colei em mim, ela tinha um gosto doce um gosto de doce e pura loucura, que nunca provei de verdade, que nunca pude dar continuidade, eu a amei, naquele momento eu a amei, eu a senti , e foi o adeus, no dia seguinte fui ate o rio, e ela não estava la, sentei e fiquei chorando por horas, montei em meu cavalo e passei pela fazenda estava tudo apagado, ela se foi, fiquei semanas esperando vela ela voltar, e ela não voltou”

passou cinco anos, me lembro muito bem, era uma terça- feira atarde, eu estava no meu escritório arrumando os papeis da empresa, quando recebo um telefone pedindo para mim descer que tinha uma pessoa querendo falar comigo, estranhei porque nas terças eu não recebia ligações nem nada, terminei de colocar os papeis na gaveta e desci de elevador, não vi ninguém, fui ate a recepção e perguntei quem queria falar comigo, a moça apontou para o lado de fora do prédio, “Olá no que posso ajudar?”  a garota se virou , aqueles olhos , fiquei em choque, An… Anne ?  ela estava crescida, mas tinha a mesma pureza e como eu disse sempre foi a mais bela de todas, vestia calça jeans, uma bota e blusa florida, eu achei ela encantadora, seus cabelos com certeza não mudaram, continuava bagunçado, ela me abraçou e falou ” esperei tanto para te encontrar”, não disfarcei nem nada, apenas a beijei” 

“Anne tinha conseguido conquistar seus sonhos, virou dona de um dos restaurantes mais frequentados da cidade, e eu não sabia, ela me encontrou naquele dia e ão nos separamos desde então” esta e minha historia…    “