Eu podia…

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“eu estava la, igual a todos os dias, olhando pela janela do quarto a correria das pessoas e dos carros, morava no 5° andar de um prédio que já estava caindo aos pedaços, minha mãe dizia que íamos nos mudar em breve para uma casa bem iluminada e longe do barulho dos carros, mas eu duvidava disso, depois que começou a namorar o doutor Victorio ela mal vem em casa, e quando aparece ela esta estressada e vai direto para o escritório, mal estou indo para o colégio, já cansei das implicâncias dos professores comigo, meu único motivo de ir ainda na aula e pela Beth, a menina mais encantadora e maluca que já conheci, eu acho que ela não me conheci mais eu a conheço isso e o que importa, falei com ela uma vez foram poucas palavras mas foi o suficiente para me apaixonar, eu e ela tinha algumas coisas em comuns, nos dois não nos damos muito bem na escola, gostamos de matar aula, bom e só isso que sei, mas deixa a Beth de lado, eu queria mesmo era poder sair dessa vida de malandro, não que eu seja como tal, mais não faço nada alem de fingir que estudo, meu pai adoraria que eu me tornasse um advogado bem sucedido igual a ele e minha mãe, mas infelizmente isso esta fora do meu alcance, eu quero apenas viajar, conhecer o mundo e conquistar a Beth, ” o telefone toca , era meu amigo Joe, um dos poucos amigos, me chamando para sair, eu apenas troquei a bermuda por uma calça preta rasgada e coloquei o all star preto e desci as escadas, ele já estava me esperando, fomos para o Club Mac, era um lugar onde o pessoal andava de skate e fumava escondido dos pais, eu as vezes fumava um baseado, Joe falava que eu começava a rir e ficava falando que a Beth me beijou, por isso não fumava muito, eu tinha medo de falar demais, nesse dia eu dei de cara com ela a Beth no meio do grupinho que eu ficava, ela estava la,  de calça e moletom, seus olhos estavam fundos, parecia que ela ficou chorando por um mês direto, fingi ter ignorado a presença dela, escorei ne uma arvore e fiquei observando ela no meio do pessoal, ela estava conversando com a Clam, ela me olhou eu desviei o olhar para a cidade, era uma vista muito bonita mas eu preferia observar as arvores do que prédios e a poluição, não notei a presença dela ao meu lado “linda a vista” ela falou sentando do meu lado,  “ah, e, linda a vista” eu engoli seco,  “qual seu nome?” fala serio ela não sabe meu nome, eu sorri levemente “Mark” eu já sabia o dela então não a perguntei, “então Mark, quer um cigarro?” ela falou tirando dois cigarros do bolso do moletom, eu não devia aceitar mas era só um cigarro normal, peguei e ela o acendeu com um isqueiro cor vermelha, parecendo bem antigo, ficamos fumando observando a noite cair, nem notei que ficamos sozinhos, a galera sumiu, provavelmente foram dar um role procurando pessoas indefesas e conseguir alguns trocados, “caramba, cadê a turma?” ela me olhou ” calma Mark, eu to aqui ” ela falou sorrindo, eu não acreditava ela tava bem ali do meu lado, me pedindo para me acalmar, seria um sonho? Si for eu não quero acordar nunca, pensei, esta e a chance de realizar meus sonhos de conquistá-la, eu sempre fui um péssimo conquistador, em meus 17 anos fiquei com poucas garotas, o pessoal ria de mim, mas eu não ligava, eu preferia ficar só bebendo e fumando sozinho do que levar uma garota qualquer para sair, mas a Beth era diferente eu gostava dela, e eu queria beijá-la, “estou calmo ” sorri de leve, “me conta porque você e tão sozinho Mark?” como assim sozinho? ““ nunca vi você com nenhuma garota” eu tossi e sorri, fiquei com vergonha, Joe me dizia que as garotas gostavam de caras que ficava com muitas, eu não acreditava, mas já estava começando a acreditar, eu apenas sorri e falei “ sou mais um cigarrinho” ela riu ” gosto disso”, será que eu ouvi direito? Ela gosta disso, eu sorri, meu corpo desejava colar no dela, me levantei e olhei no relógio ” já esta tarde, onde você mora?” bancar o cavalheiro não e comigo, mas estava tentando, “esta falando serio? são 9 horas agora” eu não costumava ficar ate tarde sozinho na rua, e principalmente com uma garota, ainda mais onde estávamos, “vamos indo eu te levo ate sua casa”  ” Mark você e uma piada que negocio e este de levo ate sua casa?” ela falou me empurrando, eu não entendi, fui atrás dela “vamos aqui e perigoso” ela virou e me apertou contra a arvore e pressionou seu corpo contra o meu ” Mark eu sei que você me olha nos intervalos das aulas” meu corpo começou a esquentar, ” sabe?” eu estava precisando de ar, não conseguia acreditar naquilo, segurei sua cintura com minhas mãos e  a beijei, ela não rebateu, apenas subiu sua mão ate minha nuca, a ultima vez que beijei uma garota, eu estava bêbado e ela também, então foi horrível, só me lembro de ganhar fama de beijar mal no grupo, “nada mal Mark” ela largou minha nuca e ficou me olhando ” eu gosto de você” o que? Ela gosta, não acreditei, “eu gosto de você também Beth”… Caminhei de mãos dadas com ela ate sua casa,ela morava em uma casa enorme em um bairro perto da avenida em que eu morava, estávamos quase chegando quando escutei um estouro e quando me assustei Beth estava ao chão, “Beth você esta bem?” Beth levou um tiro, seus pais saíram da casa correndo, este dia foi o melhor e pior dia em que vivi… passei a noite no corredor do hospital, quando veio a noticia “vamos desligar os aparelhos” pela ultima vez vi seu lindo rosto que já estava pálido, suas mãos frias, sua linda boca de cor rosa ja estava roxa, me lembro de beijar sua testa e falar ” eu sempre amei você” minha surpresa veio quando os aparelhos começaram a fazer barulho, os médicos vieram correndo falando “ela esta viva? como assim” , fiquei ao lado dela ela estava desacordada, mas conversei com ela, ” Beth sempre te observei, sempre quis conversar com você, eu nunca tive coragem de chegar perto de você, eu tinha medo de ser rejeitado, mas Beth por favor fica aqui comigo, não se vá, você e meu motivo para continuar…” eu estava chorando ” Mark eu sempre te observei também, eu sempre gostei de você” ela falou com calma e sua voz não era a mesma, os aparelhos registraram que seu coração parou, ” Beth se foi” …

e foi assim que vim parar aqui encima, neste prédio velho que eu nunca quis morar, me jogar eu vou sim, para me encontrar com ela, eu só queria ter sido feliz ao lado dela, só queria ter conquistado ela antes daquele dia, talvez não teria acontecido o que aconteceu, agora eu vou…”

Autora: Naiara G.

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